Terminou a época 2016/2017 para o nosso Vitória. É, pois, a altura de se proceder a um balanço onde, tendo sempre em conta a minha opinião, se registem os aspectos mais relevantes da actividade desenvolvida, no que diz respeito ao futebol.

  1. É digno de realce a conquista do 4º lugar na Liga, cumprindo-se a promessa de Pedro Martins quando afirmou, no dia da sua apresentação, “vou colocar o Vitória no lugar que merece e de onde nunca deveria ter saído”. O mérito desta conquista já ninguém lho tira, apesar da venda de dois jogadores muito importantes (Soares e João Pedro), em janeiro último, que poderia ter redundado num absoluto descalabro não fosse a perseverança e a astúcia do treinador que rapidamente reequilibrou a equipa, depois de um curto período menos bom. A este propósito, reafirmo a minha firme convicção de que a voracidade da venda desses dois jogadores hipotecou a conquista do terceiro lugar que, conforme se veio a verificar, estava perfeitamente ao nosso alcance.
  2. Tem, também, um significado muito especial o facto de termos alcançado a final da Taça de Portugal (foi a terceira vez nos últimos seis anos), que não nos correu de feição, como pretenderíamos.
  3. A nossa equipa B conseguiu um enorme feito, atingindo os objectivos essenciais – fez um campeonato tranquilo, sempre muito longe dos lugares de descida e formou jogadores para a equipa A. Está ali uma equipa técnica muito interessante que vai, com certeza, atingir outros voos.
  4. O futebol de formação continua a ser o “parente pobre” do Vitória. Praticamente em fim de mandato, esta administração não foi ainda capaz de dotar aquele sector vital, conforme foi prometido, num espaço minimamente recomendável para os jovens atletas. Os resultados desportivos e de cidadania, apesar da gente boa que por ali anda, já não se coadunam com aquelas instalações. Vamos ver se agora, a um ano das eleições, as prometidas infra estruturas avançam ou continuam em “banho-maria”.
  5. A operação financeira de que falei há uns tempos atrás, de grande envergadura e que visa a aquisição da maioria do capital da SAD, é muito positiva. Apesar de ainda não haver nada escrito, com referiu Júlio Mendes, esta operação prova à saciedade que, em cinco anos, nos tornamos apetecíveis. Agora o que importa é que tudo seja tratado de forma transparente e irrepreensível, e que os intervenientes se lembrem sempre que para lá do negócio legítimo do futebol existe um grande Clube que o potenciou.
  6. Finalmente, o meu profundo reconhecimento por esta massa adepta que tem vindo a crescer de uma forma absolutamente incrível. Este último episódio da final da Taça de Portugal foi simplesmente “a cereja no topo do bolo”! Mas é bom não esquecer, e falo por mim, como adepto, naturalmente, que estamos ávidos de conquistas e de títulos, e que termos sido os melhores das bancadas é bom, mas não chega porque a fasquia está cada vez mais alta!

Até um dia destes!

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